Startup de IA para programação pode valer US$ 40 bilhões em nova rodada
A Cognition, que criou o agente de IA Devin, estaria em conversas para captar mais dinheiro apenas meses depois de ser avaliada em US$ 26 bilhões.

A Cognition, startup americana conhecida por desenvolver o Devin (um agente de IA que escreve, testa e corrige código de forma autônoma, como se fosse um programador junior), pode estar prestes a levantar uma nova rodada de investimento com avaliação de US$ 40 bilhões. A informação foi divulgada pelo TechCrunch nesta terça-feira (12), citando fontes próximas às negociações.
Se confirmado, o movimento aconteceria apenas alguns meses depois de a empresa ter captado US$ 1 bilhão em uma rodada que a avaliou em US$ 26 bilhões — um salto expressivo em curtíssimo prazo. A velocidade com que a Cognition está atraindo capital reflete o apetite dos investidores por ferramentas de IA aplicadas a tarefas específicas, especialmente programação, uma área considerada estratégica porque pode multiplicar a produtividade de times de desenvolvimento.
O Devin ganhou atenção no mercado por ir além de assistentes de código (como o GitHub Copilot, ferramenta da Microsoft que sugere trechos de código enquanto você digita): ele é capaz de receber uma tarefa descrita em linguagem natural, planejar os passos necessários, buscar informações online, escrever o código, testá-lo e corrigir erros de forma autônoma. Esse tipo de funcionalidade coloca a Cognition na fronteira dos chamados agentes de IA (sistemas que executam sequências de ações com pouca ou nenhuma intervenção humana), uma das apostas mais quentes do Vale do Silício no momento.
A empresa ainda não comentou publicamente as conversas sobre a nova rodada, e não há confirmação de quem lideraria o investimento nem quando ele seria fechado. O que está claro é que a Cognition se tornou um dos casos mais emblemáticos da corrida por IA voltada a tarefas práticas — e da disposição de fundos de venture capital (investimento de risco) em apostar alto em startups que prometem automatizar trabalho intelectual qualificado.
Para o mercado brasileiro de tecnologia, o movimento sinaliza que a criação de agentes especializados — capazes de operar com autonomia em domínios específicos, como programação, atendimento ao cliente ou análise de dados — deve continuar atraindo capital e atenção nos próximos meses, mesmo em um cenário global de juros mais altos e cautela com startups de crescimento rápido.


