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PesquisaTechCrunch AI2 min

Ondas cerebrais podem ser a próxima fronteira para treinar robôs com IA

Empresas começam a usar leituras de atividade cerebral humana para ensinar modelos de inteligência artificial a controlar braços robóticos e outras máquinas físicas

Por Redação2 min
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Ondas cerebrais podem ser a próxima fronteira para treinar robôs com IA
Pesquisa · TechCrunch AI

Ensinar um robô a pegar um objeto ou abrir uma porta parece simples, mas exige milhares de exemplos filmados. Até agora, as empresas que desenvolvem IA física (modelos de inteligência artificial que controlam máquinas e robôs no mundo real) dependiam de vídeos gravados com várias câmeras e anotações manuais detalhadas — alguém precisa marcar frame por frame o que a mão humana está fazendo. Agora, segundo reportou o TechCrunch, algumas startups estão testando uma abordagem diferente: capturar as ondas cerebrais de quem executa a tarefa.

A ideia é que, ao registrar a atividade elétrica do cérebro humano enquanto alguém manipula um objeto, o modelo de IA aprenda não apenas o movimento visível, mas também a intenção por trás dele. Empresas como a Physical Intelligence (que desenvolve software para robôs generalistas) e a Sanctuary AI (focada em robôs humanoides) já estão coletando dados de eletroencefalografia, ou EEG (um exame que mede a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo), junto com vídeos de demonstrações humanas.

O objetivo é acelerar o treinamento e torná-lo mais eficiente. Anotar manualmente cada gesto em vídeo é caro e lento — pode levar semanas para preparar um conjunto de dados decente. Com leituras cerebrais, a máquina teria acesso direto ao sinal de quando o humano decide "agora vou apertar", "agora vou soltar", antes mesmo do movimento acontecer. Isso poderia reduzir a quantidade de exemplos necessários e melhorar a precisão em tarefas delicadas, como cirurgia robótica ou montagem industrial.

A técnica ainda está em fase experimental e enfrenta desafios técnicos — sinais de EEG são ruidosos, variam de pessoa para pessoa e exigem equipamentos que, até pouco tempo, eram usados apenas em laboratórios. Mas o barateamento de headsets de EEG comerciais (alguns custam menos de mil dólares) e o avanço de modelos de IA capazes de interpretar dados neurais estão tornando a ideia viável. Se funcionar em escala, pode ser o próximo salto na forma como treinamos máquinas para interagir com o mundo físico — e um sinal de que a fronteira entre humanos e robôs está ficando cada vez mais tênue.

Fonte original
TechCrunch AI
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