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Friend, o wearable de IA que conversa com você, volta mais caro e agora com voz

Dispositivo que promete ser um 'amigo virtual' pendurado no peito ganha capacidade de falar — e um preço três vezes maior.

Por Redação2 min
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Friend, o wearable de IA que conversa com você, volta mais caro e agora com voz
Ferramentas · TechCrunch AI

O Friend, um wearable de inteligência artificial que virou assunto no ano passado por prometer companhia constante aos usuários, está de volta com uma novidade: agora ele pode falar. O dispositivo, que parece um colar com uma câmera e sensores, usa modelos de linguagem (LLMs, os mesmos sistemas por trás do ChatGPT) para conversar com quem o usa durante o dia todo. A versão anterior só mandava mensagens de texto para o celular da pessoa. Segundo informou a TechCrunch, o upgrade veio acompanhado de um salto no preço — o aparelho agora custa US$ 399, três vezes mais que o modelo original.

A ideia por trás do Friend continua a mesma: ser uma espécie de 'amigo artificial' que acompanha o usuário o tempo todo, pendurado no peito como um crachá. Ele escuta conversas, observa o que está ao redor por meio da câmera e envia comentários ou incentivos — agora também por voz — para o smartphone conectado. A empresa (fundada por Avi Schiffmann, um jovem empreendedor norte-americano) posiciona o produto como algo para quem se sente sozinho ou quer ter alguém para conversar a qualquer momento, mesmo que esse 'alguém' seja uma IA.

A chegada da voz muda bastante a experiência. Em vez de ler notificações escritas no celular, o usuário pode ouvir o Friend falando diretamente, como se fosse uma ligação ou um assistente sempre ativo. Isso aproxima o dispositivo de outros wearables que usam IA conversacional, como o Humane AI Pin (um broche com projetor e assistente de voz, lançado em 2024 e que enfrentou críticas pesadas por desempenho ruim) ou o Rabbit R1 (um gadget laranja com tela pequena que também prometia ser um assistente pessoal, mas decepcionou muitos compradores).

O mercado de wearables com IA ainda tenta encontrar seu lugar. A maioria dos dispositivos lançados até agora esbarrou em problemas parecidos: bateria curta, preço alto demais para o que entregam e uma sensação de que fazem menos do que um smartphone comum já faz. O Friend enfrenta o mesmo desafio — convencer pessoas a pagar quase US$ 400 por um aparelho cuja função principal é conversar, algo que já dá para fazer de graça com apps no celular. Por enquanto, não há informações sobre disponibilidade no Brasil nem previsão de chegada por aqui.

Fonte original
TechCrunch AI
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