Friend, o wearable de IA que conversa com você, volta mais caro e agora com voz
Dispositivo que promete ser um 'amigo virtual' pendurado no peito ganha capacidade de falar — e um preço três vezes maior.

O Friend, um wearable de inteligência artificial que virou assunto no ano passado por prometer companhia constante aos usuários, está de volta com uma novidade: agora ele pode falar. O dispositivo, que parece um colar com uma câmera e sensores, usa modelos de linguagem (LLMs, os mesmos sistemas por trás do ChatGPT) para conversar com quem o usa durante o dia todo. A versão anterior só mandava mensagens de texto para o celular da pessoa. Segundo informou a TechCrunch, o upgrade veio acompanhado de um salto no preço — o aparelho agora custa US$ 399, três vezes mais que o modelo original.
A ideia por trás do Friend continua a mesma: ser uma espécie de 'amigo artificial' que acompanha o usuário o tempo todo, pendurado no peito como um crachá. Ele escuta conversas, observa o que está ao redor por meio da câmera e envia comentários ou incentivos — agora também por voz — para o smartphone conectado. A empresa (fundada por Avi Schiffmann, um jovem empreendedor norte-americano) posiciona o produto como algo para quem se sente sozinho ou quer ter alguém para conversar a qualquer momento, mesmo que esse 'alguém' seja uma IA.
A chegada da voz muda bastante a experiência. Em vez de ler notificações escritas no celular, o usuário pode ouvir o Friend falando diretamente, como se fosse uma ligação ou um assistente sempre ativo. Isso aproxima o dispositivo de outros wearables que usam IA conversacional, como o Humane AI Pin (um broche com projetor e assistente de voz, lançado em 2024 e que enfrentou críticas pesadas por desempenho ruim) ou o Rabbit R1 (um gadget laranja com tela pequena que também prometia ser um assistente pessoal, mas decepcionou muitos compradores).
O mercado de wearables com IA ainda tenta encontrar seu lugar. A maioria dos dispositivos lançados até agora esbarrou em problemas parecidos: bateria curta, preço alto demais para o que entregam e uma sensação de que fazem menos do que um smartphone comum já faz. O Friend enfrenta o mesmo desafio — convencer pessoas a pagar quase US$ 400 por um aparelho cuja função principal é conversar, algo que já dá para fazer de graça com apps no celular. Por enquanto, não há informações sobre disponibilidade no Brasil nem previsão de chegada por aqui.


