Cofundadora da Thinking Machines deixa empresa por motivos de saúde e volta para a OpenAI
Lilian Weng, ex-vice-presidente de segurança em IA da OpenAI, retorna à empresa meses após fundar startup própria

Lilian Weng, cofundadora da startup Thinking Machines (uma empresa focada em desenvolver sistemas de inteligência artificial), deixou a companhia que ajudou a criar citando razões de saúde, segundo informou o TechCrunch. Poucos meses depois da saída, Weng retornou à OpenAI (a empresa criadora do ChatGPT), onde havia trabalhado anteriormente como vice-presidente de pesquisa em segurança de IA.
O movimento surpreende porque Weng estava entre as fundadoras de uma nova empresa no setor — geralmente um compromisso de longo prazo. Seu retorno à OpenAI acontece em um momento em que a empresa enfrenta debates internos e externos sobre como garantir que seus modelos de linguagem (LLMs, os sistemas que entendem e geram texto) sejam desenvolvidos de forma segura e responsável.
Durante sua passagem anterior pela OpenAI, Weng liderou equipes dedicadas a identificar e mitigar riscos associados aos modelos de IA, como geração de desinformação ou comportamentos inesperados dos sistemas. Sua experiência nessa área é considerada valiosa em um momento em que reguladores e o público cobram mais transparência das empresas do setor.
A Thinking Machines não divulgou detalhes sobre quem assumirá as responsabilidades de Weng na empresa nem sobre os planos futuros da companhia. O episódio ilustra como a mobilidade de talentos entre startups e gigantes do setor continua intensa, especialmente para profissionais com expertise em segurança e ética de IA — uma área cada vez mais estratégica à medida que os modelos se tornam mais poderosos.


