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RegulaçãoTechCrunch AI2 min

ChatGPT virou ferramenta oficial do Congresso dos EUA

Registros de despesas mostram que gabinetes no Capitólio usam o chatbot da OpenAI para escrever memorandos, resumir projetos de lei e responder a eleitores.

Por Redação2 min
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ChatGPT virou ferramenta oficial do Congresso dos EUA
Regulação · TechCrunch AI

O ChatGPT (o chatbot de inteligência artificial criado pela OpenAI, que responde perguntas e redige textos a partir de comandos em linguagem natural) se tornou a ferramenta de IA mais popular entre congressistas dos Estados Unidos, segundo informou o TechCrunch. Registros públicos de gastos da Câmara dos Representantes revelam que dezenas de gabinetes pagam pela versão profissional do serviço — e praticamente não há concorrência de outros sistemas semelhantes.

Os parlamentares e suas equipes usam o ChatGPT principalmente para três tarefas: redigir memorandos internos, resumir projetos de lei complexos (muitas vezes com centenas de páginas) e ajudar a responder mensagens enviadas por eleitores. A ferramenta funciona como um assistente que economiza tempo em atividades repetitivas, liberando os assessores para trabalho mais estratégico.

A preferência pelo ChatGPT em relação a alternativas como Claude (da Anthropic), Gemini (do Google) ou Copilot (da Microsoft) reflete tanto o domínio de mercado da OpenAI quanto a familiaridade: muitos assessores já usavam a versão gratuita do serviço antes de os gabinetes decidirem pagar pela licença empresarial, que oferece mais segurança e recursos avançados.

A adoção levanta questões sobre privacidade de dados e dependência tecnológica. Embora a OpenAI afirme que conversas corporativas não são usadas para treinar seus modelos (LLMs, ou grandes modelos de linguagem — sistemas treinados em enormes volumes de texto para entender e gerar linguagem humana), ainda não há regulamentação específica sobre o uso de IA generativa no trabalho legislativo. Especialistas alertam que informações sensíveis podem acabar expostas se os funcionários não tomarem cuidado ao formular seus pedidos ao chatbot.

O fenômeno não é exclusivo do Congresso americano: parlamentos em outros países também começam a experimentar ferramentas de IA para agilizar rotinas burocráticas. A diferença é que os registros de gastos públicos nos EUA tornam essa adoção visível e quantificável, oferecendo um retrato raro de como a inteligência artificial está entrando nas instituições democráticas — pela porta da frente, mas sem muito debate público.

Fonte original
TechCrunch AI
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