Apple pode cobrar assinatura para usuários que quiserem uma Siri mais inteligente
Tim Cook afirma que usuários poderão pagar para ter mais poder de processamento na assistente virtual da empresa

A Apple estuda começar a cobrar de quem quiser usar versões mais avançadas da Siri, sua assistente virtual. Segundo informou o TechCrunch, o CEO Tim Cook revelou que a empresa planeja oferecer mais capacidade de processamento para a Siri por meio do iCloud+ (o serviço de armazenamento em nuvem pago da Apple, que hoje custa a partir de US$ 0,99 por mês).
Na prática, isso significaria criar uma espécie de plano premium: quem paga teria acesso a uma Siri turbinada, capaz de executar tarefas mais complexas ou responder de forma mais sofisticada. Usuários do plano gratuito continuariam com a versão básica da assistente.
A estratégia faz sentido do ponto de vista comercial. Rodar modelos de inteligência artificial mais potentes exige servidores robustos e consome muita energia — custos que a Apple prefere repassar aos usuários que realmente querem esses recursos extras. Outras empresas de tecnologia já seguem caminho parecido: o Google cobra pelo Gemini Advanced (sua IA mais capaz), e a Microsoft integrou o Copilot (assistente baseado em IA) às assinaturas do Microsoft 365.
Ainda não está claro quando a Apple pretende lançar essa versão paga nem quais funcionalidades extras ela traria. Também não se sabe se o modelo de cobrança será um add-on ao iCloud+ ou uma assinatura separada. O que fica evidente é que a empresa está buscando formas de transformar sua aposta em inteligência artificial em receita recorrente — algo cada vez mais comum no setor de tecnologia.


