Aplicativos de namoro usam IA para substituir o 'swipe' — e a Geração Z está topando
Cansados de deslizar perfis sem sucesso, jovens de 20 e poucos anos testam apps que prometem encontrar pares usando inteligência artificial em vez de fotos.

A Geração Z está tão desencantada com aplicativos de namoro baseados em deslizar o dedo na tela (o famoso 'swipe') que agora está disposta a testar literalmente qualquer alternativa — incluindo deixar uma inteligência artificial escolher por ela. Segundo informou o TechCrunch, apps como o Ditto (um aplicativo de encontros lançado recentemente nos Estados Unidos) apostam em algoritmos de matchmaking (casamento de perfis por compatibilidade) em vez de deixar usuários julgarem uns aos outros apenas por fotos.
O modelo tradicional de apps como Tinder e Bumble, em que você desliza à direita ou à esquerda conforme gosta ou não de um perfil, dominou o mercado por mais de uma década. Mas para quem cresceu com essas plataformas, a experiência virou sinônimo de frustração: conversas que não levam a nada, ghosting (quando alguém desaparece sem aviso) e a sensação de estar num catálogo interminável.
A promessa dos novos apps é usar IA para ir além da aparência. Em vez de mostrar centenas de perfis aleatórios, sistemas como o do Ditto analisam respostas a perguntas, preferências e padrões de comportamento para sugerir apenas algumas pessoas com maior chance de conexão real. A ideia é que a tecnologia faça o trabalho pesado de filtrar incompatibilidades antes mesmo de você começar a conversar.
Ainda não está claro se essas plataformas vão realmente funcionar melhor do que as anteriores — afinal, compatibilidade humana é difícil de prever até para algoritmos sofisticados. Mas o simples fato de jovens estarem dispostos a entregar esse tipo de decisão para uma IA mostra o tamanho do cansaço com o modelo antigo. Para a Geração Z, qualquer coisa parece melhor do que mais um 'swipe'.


