Anthropic vai marcar textos gerados por IA com assinatura invisível
A empresa por trás do Claude anuncia sistema de watermarking para rastrear conteúdo criado por seus modelos de inteligência artificial.

A Anthropic (empresa americana criadora do Claude, um chatbot de inteligência artificial que compete com o ChatGPT) anunciou que vai implementar watermarking — ou seja, uma espécie de assinatura digital invisível — em todo texto gerado por seus modelos de IA. A medida deve atingir não só as versões mais recentes do Claude, mas também modelos mais antigos da empresa.
A técnica de watermarking funciona inserindo padrões sutis no texto que são imperceptíveis para quem lê, mas podem ser detectados por ferramentas específicas. É como uma marca d'água digital: ela não muda o conteúdo nem o tom do texto, mas permite identificar depois que aquilo foi criado por uma IA, não por uma pessoa.
Segundo informou o TechCrunch, a Anthropic não divulgou detalhes técnicos sobre como o sistema vai funcionar nem quando será lançado. A empresa também não especificou se a detecção da marca será feita por meio de uma ferramenta pública ou restrita a parceiros e pesquisadores.
O movimento acontece em meio a pressões crescentes para que empresas de IA ajudem a identificar conteúdo sintético — especialmente em contextos como educação, onde professores tentam detectar trabalhos escritos por chatbots, ou jornalismo e redes sociais, onde textos gerados por IA podem ser usados para desinformação. Outras empresas do setor, como OpenAI e Google, já testam ou anunciaram sistemas parecidos, mas ainda não há um padrão único adotado por toda a indústria.


