Anthropic monta equipe para criar seus próprios chips de inteligência artificial
A empresa por trás do Claude quer desenvolver hardware customizado para rodar seus modelos de IA de forma mais rápida e econômica.

A Anthropic, empresa responsável pelo Claude (um assistente de IA conversacional que compete com o ChatGPT), está montando uma equipe dedicada ao desenvolvimento de chips próprios para inteligência artificial. Segundo informou o TechCrunch, a companhia pretende projetar hardware customizado que funcione de forma integrada com seus modelos de linguagem.
A ideia é que, ao desenhar chips feitos sob medida para rodar o Claude e outros sistemas da empresa, a Anthropic consiga processar as respostas mais rápido e com menor gasto de energia. Hoje, praticamente todas as empresas de IA dependem de GPUs (chips gráficos especializados) da Nvidia para treinar e rodar seus modelos — uma dependência que sai cara e limita a velocidade de inovação.
Criar chips próprios é uma aposta de longo prazo que já foi feita por gigantes como Google (que desenvolveu os TPUs, processadores otimizados para IA) e Amazon (com seus chips Trainium e Inferentia). A diferença é que a Anthropic ainda é uma empresa relativamente jovem, fundada em 2021 por ex-funcionários da OpenAI, e esse tipo de projeto exige investimento pesado e anos de desenvolvimento.
A empresa não divulgou prazos nem detalhes técnicos sobre os chips, mas o movimento sinaliza que ela está planejando crescer em escala e reduzir custos operacionais no longo prazo. Para o mercado brasileiro e outros países fora dos Estados Unidos, isso pode significar modelos mais baratos de acessar no futuro — desde que a estratégia dê certo.


