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PesquisaThe Decoder1 min

Agentes de IA para fazer compras ainda não funcionam direito, aponta estudo

Pesquisadores da Wharton School mostram que assistentes virtuais de compras escolhem produtos diferentes dependendo de onde buscam informação — e até a ordem dos dados muda o resultado.

Por Redação1 min
Em resumo

Pesquisadores da Wharton School descobriram que agentes de IA para compras (sistemas que prometem escolher e comparar produtos automaticamente) são inconsistentes: uma única fonte externa mudou a escolha em até 99 pontos percentuais, e até a ordem dos mesmos dados alterou o resultado, mostrando que não estão prontos para decidir por você.

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Agentes de IA para fazer compras ainda não funcionam direito, aponta estudo
Pesquisa · The Decoder

Deixar uma inteligência artificial fazer suas compras por você pode não garantir a melhor escolha. Pesquisadores da Wharton School (escola de negócios da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos) descobriram que os chamados agentes de IA para compras — sistemas que prometem buscar e comparar produtos automaticamente em nome do usuário — são bem menos confiáveis do que parecem.

No estudo, uma única fonte externa de recomendações, como o site Wirecutter (um guia de produtos publicado pelo The New York Times), foi capaz de mudar a escolha do agente em até 99 pontos percentuais. Ou seja: o sistema praticamente abandonou suas próprias análises e passou a repetir o que a fonte externa dizia.

Pior ainda: mesmo quando os pesquisadores apresentaram exatamente as mesmas informações ao agente, só mudando a ordem em que os dados apareciam, o resultado final mudou. Isso indica que esses sistemas não estão realmente "pensando" ou comparando opções de forma consistente — eles são influenciados por detalhes irrelevantes, como a sequência das frases ou a presença de uma opinião externa.

A descoberta é importante porque grandes empresas de tecnologia, como Google e Amazon, já começaram a testar agentes de IA que prometem fazer compras sozinhos, escolhendo produtos com base em preferências do usuário. Se esses sistemas ainda mudam de ideia com tanta facilidade, segundo informou o The Decoder, talvez não estejam prontos para tomar decisões de consumo no lugar das pessoas.

Fonte original
The Decoder
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