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NegóciosTechCrunch AI2 min

Por que um dos maiores investidores em biotecnologia do Vale do Silício decidiu apostar em menos startups por ano

Vijay Pande deixou o fundo de US$ 4 bilhões da a16z para criar um fundo menor focado em IA e defende que a biologia está virando uma ciência de engenharia, não só de descoberta

Por Redação2 min
Em resumo

Vijay Pande saiu da Andreessen Horowitz (a16z, uma das maiores empresas de capital de risco do Vale do Silício), onde comandava US$ 4 bilhões em biotecnologia, para criar um fundo menor focado em IA na medicina, apostando em poucas startups por ano e defendendo que dados abertos são essenciais para a IA transformar a área

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Por que um dos maiores investidores em biotecnologia do Vale do Silício decidiu apostar em menos startups por ano
Negócios · TechCrunch AI

Vijay Pande comandou durante anos a área de biotecnologia da Andreessen Horowitz (a16z, uma das principais empresas de capital de risco do Vale do Silício), onde administrava cerca de US$ 4 bilhões em investimentos. No ano passado, ele saiu para criar a VZVC, um fundo bem menor e focado exclusivamente em startups que usam inteligência artificial na medicina. Segundo informou o TechCrunch, a mudança reflete uma aposta clara: em vez de financiar 30 empresas por ano, como é comum em fundos grandes, Pande prefere fazer poucas apostas bem escolhidas em projetos que realmente entendam como a IA pode transformar a biologia.

Para Pande, a biologia está finalmente deixando de ser apenas uma ciência de descoberta — onde os pesquisadores observam fenômenos naturais e tentam entendê-los — para se tornar também uma ciência de engenharia, onde é possível projetar soluções de forma previsível. Essa mudança, segundo ele, é impulsionada pela IA: modelos de aprendizado de máquina (algoritmos que aprendem padrões a partir de grandes volumes de dados) começam a permitir que cientistas desenhem proteínas, prevejam como moléculas vão se comportar no corpo humano e testem hipóteses de forma muito mais rápida do que antes.

Mas Pande não vê a IA como uma solução mágica. Ele reconhece que ensaios clínicos (os testes em humanos necessários para aprovar qualquer medicamento novo) continuam brutalmente caros e demorados, mesmo com toda a tecnologia disponível. A IA pode acelerar a descoberta de candidatos a remédios, mas não substitui a necessidade de testar se eles funcionam de verdade em pessoas — e isso ainda custa centenas de milhões de dólares e leva anos.

Uma das apostas centrais de Pande é que a medicina só vai mudar de verdade se os dados de pesquisa forem abertos e compartilhados entre diferentes grupos, e não trancados em sistemas privados de cada empresa ou laboratório. Ele defende que bases de dados abertas — onde qualquer pesquisador pode acessar informações sobre genes, proteínas, doenças e resultados de experimentos — são o que realmente vai permitir que a IA aprenda padrões úteis e acelere o desenvolvimento de novos tratamentos. Sem isso, segundo ele, cada empresa fica reinventando a roda sozinha, desperdiçando tempo e dinheiro.

Fonte original
TechCrunch AI
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