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NegóciosTechCrunch AI2 min

Operadora dos EUA poderá cortar energia de data centers para evitar apagões

Medida inédita da PJM reflete a pressão da construção acelerada de centros de dados sobre a rede elétrica americana.

Por Redação2 min
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Operadora dos EUA poderá cortar energia de data centers para evitar apagões
Negócios · TechCrunch AI

A PJM Interconnection (operadora que gerencia a rede elétrica de 13 estados americanos, da costa leste ao meio-oeste) anunciou que poderá desligar temporariamente o fornecimento de energia para data centers em situações de emergência, para evitar apagões generalizados. A decisão marca uma mudança significativa na forma como o setor elétrico lida com o consumo crescente de grandes centros de processamento.

Segundo informou a TechCrunch, a medida surge como resposta direta ao ritmo acelerado de construção de data centers na região — impulsionado em grande parte pela demanda de treinamento e operação de modelos de inteligência artificial (sistemas que exigem enorme capacidade de processamento e, portanto, muita eletricidade). A PJM atende cerca de 65 milhões de pessoas e administra uma das maiores redes elétricas do mundo.

Na prática, os operadores da rede poderão reduzir ou interromper o abastecimento de energia a data centers específicos durante picos de consumo, priorizando hospitais, residências e outras infraestruturas críticas. A estratégia funciona de forma semelhante aos acordos já existentes com grandes indústrias, mas sua aplicação a data centers é inédita e reflete a nova realidade do setor.

O anúncio evidencia uma tensão que vem crescendo nos Estados Unidos: enquanto empresas de tecnologia correm para construir mais capacidade de computação — necessária para treinar modelos como os LLMs (grandes modelos de linguagem, base de sistemas como o ChatGPT) —, a infraestrutura elétrica existente não está acompanhando esse ritmo. A PJM já alertou que o aumento da demanda pode comprometer a estabilidade da rede nos próximos anos, caso não haja expansão da capacidade de geração.

A decisão da operadora pode servir de precedente para outras regiões dos Estados Unidos e do mundo, onde governos e empresas de energia enfrentam dilemas parecidos: como garantir eletricidade suficiente para a expansão da inteligência artificial sem comprometer o abastecimento da população.

Fonte original
TechCrunch AI
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